Pode parar, Pedro Paulo!
Você vive vagando, venerando vida vulgar.
Favela, futebol, festas, fêmeas...
- Morro? Manipulo. Meu!
Queimou quem quis questionar-te.
Matou mulheres, meninos; machucou, magoou, metralhou. Malvado!
Povo perdeu paciência: pedra, pau, pancada.
Clamou compaixão. Deus desdenhou.
Pedro Paulo, podre, perverso, partiu.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Velha infância
Andar com os pés descalços
no mato ou na terra batida
a árvore conquistada deixa ferida
percalço não há nessa vida
A fruta se exibe coberta de areia
um assopro absolve toda a sujeira
peões e bolas de gude disputam espaço
sob a sombra da goiabeira
Rola a bola maltrapilha
uniforme: apenas um short
esperança de toda a família
entre 50, 1 menino de sorte
A pipa traduz a liberdade
no céu, paira, absoluta
e a noite, um afago do herói
que chega, exausto, da labuta
no mato ou na terra batida
a árvore conquistada deixa ferida
percalço não há nessa vida
A fruta se exibe coberta de areia
um assopro absolve toda a sujeira
peões e bolas de gude disputam espaço
sob a sombra da goiabeira
Rola a bola maltrapilha
uniforme: apenas um short
esperança de toda a família
entre 50, 1 menino de sorte
A pipa traduz a liberdade
no céu, paira, absoluta
e a noite, um afago do herói
que chega, exausto, da labuta
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Pedaço da Lapa
Caminhando pela Lapa
Berço do samba do Rio
Observo os cortiços, sobrados
O povo mestiço, mulato
dançando horas a fio
Artesãos circulam sustentos
entre olhares rubros, sorridentes
ora fitam os arcos, ora as sirenes
entre os dedos, a anarquia
no solo sagrado da boemia.
Berço do samba do Rio
Observo os cortiços, sobrados
O povo mestiço, mulato
dançando horas a fio
Artesãos circulam sustentos
entre olhares rubros, sorridentes
ora fitam os arcos, ora as sirenes
entre os dedos, a anarquia
no solo sagrado da boemia.
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